livre, de quem?

Afinal, o que é a liberdade? Pelo menos uma vez na vida todo mundo já se perguntou isso. Ser livre é um desejo universal, mas como todas as coisas, a liberdade não tem uma só definição. Pra começar o que é liberdade pra um, pode não ser para outro e vice-versa.  Portanto, como tornar a liberdade igualitária, levando-se em conta que as pessoas não são iguais? Responder essas questões não é o mais importante, mas acredito que refletir sobre elas sim.

Regras. Até onde é possível viver sem elas? E até onde elas podem auxiliar? O que se vê é que no presente formato da sociedade, é quase impossível viver sem ter que obedecer no mínimo uma dúzia de regras. O significado do que é certo e errado está diretamente ligado ao conjunto de regras que rege nossas ações. E o que isso importa quando falamos em liberdade? Tudo. Agir espontaneamente sem ser alvo de juízo de valor talvez seja o maior desafio daqueles que buscam ‘liberdade plena’. São os juízos de valores que criam regras, sejam individuais ou coletivas, e são as regras que tornam os homens prisioneiros de seus próprios preceitos.

Porém até onde sabemos, as normas sociais existem para que haja ordem. Dessa forma, garantir livre-arbítrio pleno, não significaria gerar mais conflitos na sociedade? Não, se o respeito for considerado em primeiro lugar. Não importa quem você é, se segue regras ou não, a palavra de ‘’ordem’’ a ser seguida deve ser sempre: respeito.

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thank you very much

São horas que eu talvez devesse transformar em planos. Planos que deverão se realizar em curto prazo, ou pra já. Mas desde quando o tempo costuma facilitar as coisas? O tempo funciona a seu modo, toma suas próprias decisões, obedece a uma ordem que ele mesmo cria para ordenar minha vida de cabeça para baixo. Fazer de conta que o tempo não me atrapalha? Melhor pensar no possível. Isso é só uma fase, é o que dizem. Mas, das duas uma: ou essa fase é interminável, ou ela se repete constante e insistentemente. Fico com as duas. Quem pensa estar a salvo dessa ação perturbadora do tempo é uma pessoa feliz, digna de admiração, ou engana-se completamente. E nesse caso fico com a segunda opção. O tempo é traiçoeiro demais, e não pense que o odeio por isso. De maneira alguma. Considero uma de suas características mais interessantes. Nem sequer o odeio. Apenas considero seus métodos nada satisfatórios para com quem depende deles para o simples ato de viver, que, me perdoem os de bem com a vida, não tem nada de simples. Mas, piores do que o viver e o tempo são as palavras. Elas sim, considero más. Completamente. Desfazem qualquer harmonia que um gesto, ou olhar podem criar. Não se pode voltar atrás no que foi dito, pois o mal que certas palavras causam é irreparável. Portanto, não farei planos para saber o que dizer: palavras são armadilhas. Não esperarei uma resposta do tempo: suas respostas são sempre as mesmas e o fascínio de algumas questões está no fato de não precisarem de solução. Só me resta ir vivendo, ainda que esse seja um ato de extrema dificuldade.

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A e/ou B

É o ato de escolher que tortura. Tortura mais que um sorriso triste, ou o aceno da despedida. Escolher o errado é açúcar, conserta-se depois o mal-feito feito. E escolher o certo é glória, só é preciso, depois, agradecer.
Mas essa árdua etapa de lidar com a dúvida, melhor seria se nao fosse preciso enfrentar. É, pois, sério o risco da derrota, chance de enlouquecer, e por que não, fraquejar? Provável. O bastante para uma desistência inesperada, para um naufrágio. Uma pergunta e sua respectiva resposta podem me libertar da dúvida interminável e dolorosa: Acha que somos um barco sem vela?

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algo que talvez não devesse existir

“O amor é o fascínio recíproco
de duas pessoas por aquilo
que elas têm de mais secreto.”

Esta é a hora. É a hora que esperávamos. Não sei bem você, mas eu, com certeza, nunca desejei tanto a hora de ter coragem e vir até aqui para dizer. Não se trata, pra você, de simplesmente ouvir. Trata-se de escutar e guardar pra sempre o que será dito aqui. Mas apenas você.
Primeiro confesso que foi por medo, por insegurança, talvez até fraqueza. Por que não? Por que para mim, agora, é fácil admitir que fui fraca, que estou sendo fraca ao pedir (em vão) que me esqueça, por que eu tenho feito isso por você (em vão). Não há mais por que dissimular, não há mais por que fingir, esperar pelo outro o mínimo de bom humor, ou de condescendência pelo seu jeito de ser. Pra quê continuar se enganando se, aparentemente, nós só estamos dramatizando paciência e compreensão. Válido não é forçar o sorriso mais lindo que o outro possui, na situação mais embaraçosa de sempre.
Bons dias eram aqueles em que nada parecia estar prestes a acontecer, ou aqueles em que não havia a necessidade de estarmos cara-a-cara enfrentando o que mais odiamos em nós mesmos: o próprio comportamento. Felizes eram os dias em que contávamos as horas para o nosso dia chegar. Feliz foi o dia em que esse dia chegou. Até que lentamente (o que não é incômodo) toda ternura foi se dissipando e o medo foi tomando conta dos vestígios de calma que o outro trazia pra si. Então, me perguntei, tantas vezes: Até quando? Até que sua barba cresça tanto que não terei mais como intervir; até que você ache que está certo, quando, eu deveria dizer se o certo pode ser vontade sua; até que o amanhã chegue e tudo desmorone.
Risque. Com traços bem fortes, profundos, todas as palavras que um dia foram dito enquanto tudo tinha cara de sonho, e todas as que serão ditas hoje, para que não reste dúvida de que nosso romance náufrago jamais aconteceu. Risque tanto, com tanta raiva e dor, que rasura alguma seja mais grosseira. Tamanha, que seja possível rasgar o local. É este papel despedaçado impiedosamente que merece ser queimado, com o menor indício de compaixão (inevitável).
Não há necessidade alguma de guardarmos reminiscências da época que tentamos (em vão) sermos felizes, ou simplesmente satisfeitos no outro.

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#happynewyear

É 2011. Dessa vez eu não fiz três pedidos e comi 7 uvas (e olha que eles se realizaram no ano passado). Acho que o ano de 2010 me fez perceber que eu posso confiar em mim, eu posso chegar lá se eu quiser de verdade, e se eu não me preocupar tanto ou sofrer antecipadamente. Eu quero que nesse novo ano ser essa garota que eu tenho sido, talvez menos teimoso, menos confusa, e com mais coragem de ousar e de ser feliz. Acho que é possível.

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“O que é a dor? Eu não entendo, mas sinto apertar, de leve o meu peito, nas madrugadas quando estou a navegar…”

Navegando numa poça d’água, no way, e ainda resta o naufrágio. Há alguma chance? Não. Não tenha dúvidas. Achar uma chave para abrir onde a coragem se esconde é tarefa de coragem. Onde está? Não sei. Não sei como ainda não viu. Na hora mais incerta terei a certeza de que não estou só, estou num barco com grande tripulação (de fantasmas) que nada vê, nada ouve, nada diz. Somente a sorte poderá traçar um novo caminho, novo rumo. De novo, alguém, que está só, decide aproximar-se. Nada vê, foge.
O que é a dor? Eu não entendo.

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farsa

Eu errei ao acreditar
que você queria segurar a minha mão
e que todas as palavras
não eram de um conto

Eu errei mais uma vez
ao pensar que só existia nós dois
em um abraço infinito

Eu errei, e continuarei errando
se depois de toda a ansiedade
achar que não foi em vão

Era mentira, fábula.
Eu não tinha percebido.

 

Enquanto isso, permaneço a errar.

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